Aneurisma cerebral
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Aneurisma cerebral

O que é aneurisma cerebral?

 

O aneurisma cerebral é uma dilatação da parede das artérias cerebrais resultante de uma fragilidade local. O fluxo de sangue exerce pressão sobre ela, formando uma espécie de saco ou bolha. O fluxo anormal no interior desta bolha provoca ondas de pressão nestas paredes frágeis, podendo provocar ruptura com consequentemente hemorragia cerebral.

Quem tem aneurisma cerebral?

 

Dois a 5 por cento da população mundial é portadora de um aneurisma cerebral e destes, perto de por cento, apresenta múltiplos. A manifestação clínica aparece geralmente na idade adulta, com pico entre 55 e 60 anos, sendo raros na infância. A maioria é congênita e o acometimento de membros de uma mesma família não é freqüente. O risco de hemorragia cerebral é de 1 a 2 por cento ao ano, mas com taxas de mortalidade de até 50 por cento.

Quais são os sintomas típicos?

 

maioria dos pacientes portadores de aneurismas intra-cranianos são assintomáticos. Os sintomas mais comuns são os decorrentes da hemorragia cerebral causada pela ruptura do aneurisma. Apresenta-se de maneira repentina com forte dor de cabeça, vômitos e rigidez de nuca, podendo diminuir o nível de consciência até ao coma e mesmo a morte. Metade dos pacientes apresentam pequenas hemorragias “sentinelas”, cerca de trinta dias antes da ruptura, com quadros de forte cefaléia, sem outras manifestações neurológicas e que desaparece em alguns dias. A investigação para detectar a presença do aneurisma nesta época, poderá salvar a vida do paciente.

O aneurisma que não se rompe é assintomático, exceto os que pelo seu tamanho, exercem compressão sobre estruturas cerebrais vizinhas. A hemorragia cerebral é fatal para 15 por cento dos pacientes antes de chegar ao hospital. A ruptura é um quadro tão grave que cerca de 50 por cento morrerão nos 30 dias seguintes ao quadro e outros 30 por cento correm o risco de ter outro sangramento. Em geral, o sangramento envolve as artérias da base do cérebro e provoca sua contração (vasoespasmo), reduzindo o fluxo de sangue para os tecidos, induzindo a isquemia e a morte celular. A morbidade global da ruptura de um aneurisma intracraniano pode chegar a 70 por cento, tratando-se portanto, de uma urgência médica . Os pacientes deverão ser encaminhados ao pronto socorro de instituição hospitalar que tenha condições suficientes para diagnóstico, tratamentos cirúrgico e endovascular, além de unidade de terapia intensiva neurológica para cuidar das complicações decorrentes da hemorragia.

Para orientar o tratamento e o prognóstico o estado neurológico e a quantidade e localização do sangramento são fatores determinantes. O tratamento do aneurisma e suas complicações deverá ser instituído o mais rápido possível, para evitar o risco de ressangramento, o agravamento neurológico e para o tratar o vasoespasmo de maneira mais eficaz. Alguns aneurismas são descobertos durante a realização de uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética do crânio, requisitadas para pesquisar outros problemas neurológicos, sendo chamados aneurismas incidentais. Seu tratamento envolve ampla explanação entre o paciente e o médico para a melhor indicação do tratamento.

Quando e como devem ser tratados os aneurismas cerebrais?

 

Em razão da gravidade da hemorragia cerebral provocada pela ruptura do aneurisma cerebral, o tratamento deverá ser realizado o mais precoce possível. A rápida intervenção elimina o risco de ressangramento que atinge até 30nos primeiros 3 dias e trata de forma mais agressiva as conseqüências da hemorragia, principalmente a hidrocefalia aguda que provoca a hipertensão intracraniana e o vasoespasmo das artérias cerebrais que induz a isquemias irreversíveis. Existem duas formas de tratamento, a cirurgia convencional que consiste na abertura do crânio com a colocação de clip metálico na base do aneurisma e a embolização endovascular que não necessita da abertura do crânio e pode ser realizada com sedação. Esta técnica consiste na oclusão do saco aneurismático com micro-molas (coils) de platina conduzidas através de micro-cateteres introduzidos por uma punção da artéria da virilha (artéria femoral).

A embolização endovascular consiste na navegação através das artérias, podendo ser realizada em qualquer período após a hemorragia, pois não interfere na fisiologia cerebral e não manipula estruturas cerebrais. O tratamento pode ser realizado logo após o diagnóstico angiográfico, durante o mesmo procedimento e com qualquer grau de gravidade neurológica. É indicação formal para pacientes acima de 65 anos e para aqueles que tenham algum outro comprometimento clínico (cardíacos, renais crônicos, etc.).

Todos os aneurismas intracranianos são tratáveis por via endovascular e somente os dados fornecidos pela angiografia poderão contra-indicar a utilização deste procedimento. Hoje no mercado existe o mais variado e sofisticado material para a intervenção endovascular que permite tratar aproximadamente 95dos aneurismas intracranianos.

A tratamento endovascular baseia-se na oclusão do saco aneurismático, mantendo-se pérvia a artéria portadora, isto é, a artéria que lhe dá origem. É de fundamental importância durante o tratamento que se observe a relação entre o colo (abertura da artéria que da origem ao aneurisma) e o lúmen da artéria portadora, não importando a morfologia, o tamanho e a localização dele.

Para aneurismas gigantes pode-se utilizar a mesma técnica dos aneurismas fusiformes ou então realizar a oclusão do aneurisma e da artéria portadora de maneira simultânea.

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